A mais incensada sci-fi 50’s exige boa dose de paciência. Isso porque, esbarra na precariedade de tantas outras da época. Sem recursos financeiros ou artísticos, enchiam o roteiro de diálogos ao invés das coisas acontecerem ou serem mostradas. E aqui é um infinito blábláblá sobre tecnologia de mentirinha que só com muita boa vontade para acompanhar até o fim. Nos últimos minutos torna-se sensacional, com efeitos especiais ainda impressionantes e a grande sacada na conclusão da história envolvendo o Monstro ID. Aliás, argumento inspirado em A Tempestade de Shakespeare, o que torna a produção mais invulgar ainda. Muito bem humorado, o filme mostra a chegada de uma tripulação terráquea ao planeta Altair I, após investigar inusitado silencio onde antes era habitado. Agora vivem apenas duas pessoas, um cientista com mania de grandeza e sua filha, uma gatinha de roupas provocantes que deixará qualquer um dos astronautas a beijar na boca e sabe Deus o que mais. E claro, um robô humanóide com as falas mais divertidas. Outra coisa curiosa, e que chega a incomodar a princípio, é Leslie Nielsen jovem sendo o capitão. Não dá pra não esperar algumas caretas dele. Mas dá conta do recado na luta contra o mal obscuro comum a todos.O Planeta Proibido – Forbidden Planet
- EUA 1956 De Fred M. Wilcox Com Walter Pidgeon, Leslie Nielsen, Anne Francis, Warren Stevens, Richard Anderson, George Wallace, Robert Dix 98’ Ficção Científica
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