Dois episódios: Alô Buça e O Unicórnio. No primeiro, as desventuras de uma mulher casada e leviana às voltas com sua vagina que resolveu falar tudo o que sente. Pouco a pouco ela vai mandando na vida da “dona” sendo muito indiscreta. Chega a recusar que um parceiro coloque a boca em si por causa do mau hálito. A outra historinha é sobre um marido traído (Germano Vezzani que chegou a fazer ponta em telenovela da Globo) que ao invés de chifre vê nascer um insaciável pênis em sua cabeça! Em ambos os casos, é evidente que se trata de uma crítica a quem tem a vida em torno do sexo, praticamente deixa que um órgão comande sua roda social. Tão engraçado e chulo que beira a genialidade! Dá pra rir só de imaginar a atriz que dublou a vagina, ou como aqueles closes na hora que ela fala devem ter ficado vistos numa tela grande de cinema. O momento chave é a dona cantando uma música de dor de cotovelo e a genitália indo de “Isso me dá um tique tique nervoso...”!!! Mas o grande barato das pornochanchadas dessa fase explícita é usar sua displicência pra colocar a sacanagem no seu devido lugar: Como a coisa mais óbvia e comum que existe desde que o mundo é mundo! A cena final é de se suspeitar ter sido fonte de inspiração a John Waters. O filme Clube dos Pervertidos se encerra exatamente da mesma forma. Senta No Meu Que Eu Entro Na Tua
- Brasil 1985 De Ody Fraga Com Germano Vezzani, Jaime Cardoso , Sílvia Dumont, Walter Gabarron,Sandra Midori, Débora Muniz, Kelly Muriel, 88’ Comédia/Sexo Explicito
Cotação:



2 comentários:
Oi, Miguel. Fazia um tempão que eu não visitava o seu blog. Fiquei maravilhado ao encontrar um filme da fase explícita da Boca do Lixo de São Paulo entre as obras analisadas por você. Venho sempre aqui para ver os comentários de filmes de terror, suspense e ficção, mas torço para que outras pérolas do cinema paulista apareçam por aqui. Abraço.
Gio, obrigado! Volte sempre mesmo. Vou acrescentando na medida em que eu for tendo acesso a elas.
Abraços
Postar um comentário