Senta No Meu Que Eu Entro Na Tua
- Brasil 1985 De Ody Fraga Com Germano Vezzani, Jaime Cardoso , Sílvia Dumont, Walter Gabarron,Sandra Midori, Débora Muniz, Kelly Muriel, 88’ Comédia/Sexo Explicito
Cotação:
Comedinha teen 80’s dirigida pelo especialista John Hughes de efeito inferior as outras como O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões, mas ainda divertida. A visão do adolescente em busca de sexo está bem superada. Não que produtos similares atuais não foquem nesta preocupação, mas é tudo muito soft e careta, duvidosamente a galera de 2008 veria graça naqueles nerds infantilizados. Realmente engraçado é o uso de computadores pessoais de forma tão irreal. Dois garotos (um deles é Anthony Michael Hall astro do gênero) resolvem criar a própria gostosa ao ver o clássico a Noiva de Frankenstein na TV moldando-a com a ajuda da máquina. Sem software nem nada! Apenas desenhando wiframes, como se moldassem barro. É quase como um filme dos anos 40 sobre a chegada do homem à lua, ou um filme de agora sobre daqui a 20 anos. Sempre são tiros n’água! Mais absurdo é que escaneiam um monte de revistas de moda para conseguirem a beleza ideal, assim como fotos de Einstein para que a beldade ainda por cima seja inteligente. O resultado é a modelo Kelly LeBrock, muito famosa naquele tempo, e demonstrando ser astuta ao topar esse papel que brinca com sua imagem pública. Será na verdade uma espécie de fada madrinha, com alguns poderes mal explicados, que deixará os garotos tão nervosos que jamais consumarão seus desejos carnais. Há uma cena onde beija um deles apalpando sua bunda que cheiraria a pedofilia aos padrões 2000 do que é politicamente correto. Robert Downey faz um dos bad boys, quando ainda não assinava “Jr.”.
Vergonha alheia! Legítimo herdeiro das ficções científicas 50’s, mas que não fica na paródia, na avacalhação o que é pouco comum. É interessante a tentativa de seguir ipsis litteris uma rebuscada produção científica com os recursos artísticos e financeiros que tinham a seu alcance! O resultado? É quase impossível não cair às gargalhadas durante todo o tempo. Efeitos especiais péssimos, diálogos sem sentido, fotografia acidental, interpretações que nem nas épocas de cruzadinha na igreja vi semelhantes. E o principal: elenco medonho, trajando o último grito da moda do começo dos 80. A história é simples e eficiente. Alienígena, parecido com o Mostro da Lagoa Negra, sabe Deus por que, cai na Terra, precisamente na zona rural (!!!) de Baltimore, o que despertará a cobiça de um grupo de caipiras malvados que decidem capturá-lo para ganhar dinheiro. Muitos mortos, armas laser de plástico e um plot familiar mal e parcamente explorado durante uma hora e 20 minutos. Está ruim? Espere pelo final inacreditável!
Substância cremosa branca, achada ao acaso, é comercializada em potes como se fosse o sorvete Jundiá e consegue imenso sucesso. Pouco a pouco consumirá o cérebro dos desavisados. Com efeitos simples, mas eficazes, esta mistura de Invasores de Corpos e A Bolha vai muito bem até a segunda metade, quando o elenco parece cair em si da bobagem a qual está participando e leva tudo na brincadeira. Tem cenas sérias que eles chegam a esboçar sorrisos! Dirigido por Larry Cohen, mais famoso por ter dado cria ao trash Nasce um Monstro, consegue de forma inteligente criticar o vale tudo da indústria alimentícia. Detalhe, em 1985 foi quando historicamente a Pepsi resolveu peitar a Coca-Cola em feroz campanha publicitária. A Coisa, satirizado no humorístico TV Pirata, é parte da memória afetiva de muita gente. Na década de 80, nos primórdios do SBT (então TVS), fez parte do pacote dos únicos filmes que o canal possuía. Era exibido inúmeras vezes na Sessão das Dez após o Show de Calouros revezando com títulos do porte de Bem Vindo Ao Lar Bobby, sobre o despertar de um garoto gay, e O Segredo de Kate, drama de uma dona de casa com bulimia. Todos viravam assunto recorrente na hora do recreio da segunda-feira.
A grande sacada desta aventura é ter como base o fetiche de todo adolescente em imaginar como eram seus pais quando tinham a sua mesma idade. Michael J. Fox é o sortudo em questão que acidentalmente terá essa vontade saciada indo parar exatamente na época em que seus pais estão para se conhecer. Como em toda filme produzido por Hollywood no inicio dos 80 espere para que mal entendidos gerem inúmeras situações absurdas tal e qual as películas da década de 30. A primeira vez que assisti era criança, não adolescente, e achei burro ele ir ao passado sendo que o título falava em futuro. No mínimo deveria ser De Volta Ao Presente! Minha opinião a respeito não mudou, embora esteja maduro o suficiente para isto não atrapalhar meu julgamento sobre um trabalho engenhosamente bem executado. Tão impecável que a viagem temporal torna-se absolutamente crível! O desconforto é o mesmo de qualquer outro produzido por Spielberg: É tanto esforço gasto no espetáculo técnico que os atores estão à deriva. Se Michael J. Fox convence como adolescente peralta, Christopher Lloyd está digno para animar festas infantis e Thomas F. Willson, como o vilão Biff, estridente demais para quem tem certeza do que diz... Há um descompasso assombroso nas interpretações e isto prejudica o resultado final a quem prestar mais atenção ou for mais exigente. É a técnica em atrito à arte, ao humano. O fim virou uma pérola dos materialistas anos de Ronald Reagan no poder, quando se acreditava que apenas os yuppies de gravata e carrão na garagem é que eram felizes.
Madonna é Susan, a vagabunda simpática vestida como rameira barata. Rosanna Arquette é Roberta Glass, dona de casa novo-rica entediada com seu pacato cotidiano doméstico. Ambas se encontrarão no East Village, onde suas vidas se entrelaçarão em uma espécie de O Príncipe e O Mendigo pop punk. Tudo está graciosamente fora de moda, talvez muito mais divertido do que na própria época em que foi feito. Dizem que é o único filme onde Madonna funciona porque na verdade é ela mesma que vemos, ou a moldura que foi criada para vender seus discos em princípio de carreira. A verdade é que embora sua imagem seja forte, quem conduz a trama é Arquette, uma atriz de verdade. A cantora só aparece aqui e ali, hora fumando maconha, hora tentando se dar bem em cima de algum desavisado... Tanto Roberta quanto qualquer mulher em voga com a moda queria se vestir como ela, e aí está o enigma do arquétipo feminino da garota perdida. O Roteiro se assemelha ao de muitas películas do inicio dos 80, remetendo diretamente às produções Hollywoodianas da década de 30, seja aventura (como Indiana Jones) quanto no subgênero “comédia maluca” tão bem explorado por Howard Hawks. Madonna faria outro parecido logo depois, Quem é Esta Garota?, sem o mesmo êxito. Geralmente essas histórias retiram o humor de um mal entendido, que fará desenrolar um monte de situações absurdas apoiadas no acaso, correm o risco de ficarem cansativas. O filme de Sedelman tem uma postura new wave tão interessante e barroca que não há como desgrudar da tela até a última seqüência. Ao som de Into The Groove, claro!
Divine é a mocinha com sotaque castelhano neste destrambelhado faroeste repleto de anti-heróis. Com humor quase sempre vindo da escatologia, é uma rara participação do ator em outro filme que não seja de seu amigo John Walters. Aqui, sob a batuta de Paul Batel (colega de Roger Cormam) voltava, depois de Polyester, a fazer par romântico com Tab Hunter. Produzido na época de extremo sucesso de produções grosseiras (do tipo Porky’s), deixa qualquer um literalmente comendo poeira no quesito falta de sutileza, mas ganha pontos por seu roteiro bem amarrado repleto de referências cinematográficas, principalmente aos clichês do western espaguete. Fabuloso como Divine grotescamente entretém e cativa com sua Rosie Velez, desprovida de qualquer caráter. E Tab Hunter, antigo galã adolescente 50’s, envolvido em alguns escândalos sexuais com outros garotos já naquela época, mantém a postura de astro já com idade avançada. Um clássico do mau gosto com elenco predominante “queer”, algumas vezes reprisada na TV, mas provavelmente sem um terço do filme, já que há alguma nudez que não lembro ter visto na Sessão da Tarde.
Rever este clássico do repeteco na TV em versão digital tem sabor de novidade. Sem os intervalos comerciais, o absurdo fullscreen e a cafonice da dublagem, parece um filme de verdade, e não aquela tolice que havia ficado retido no meu subconsciente. Com roteiro previsível, como normalmente são os romances made in Hollywood, fica evidente o diferencial de um elenco dando vigor a tanta sacarina. É absurdo o quão convincente está Daryl Hannah interpretando um personagem fantástico. E que pena que ela está pouco se lixando pra carreira topando depois disto qualquer bobagem. Tanto sereia quanto mulher idealizada, tivesse outra ali e 99% do charme teria ido ao ralo. E Tom Hanks em seu primeiro papel de destaque (Com a manjada voz 80’s de Nizo Neto na dublagem original presente nesta edição), distante léguas dos dois Oscars, é igualmente doce, nos fazendo esquecer do que está nas entrelinhas das intenções de seu yuppie: Quer uma mulher limpinha, que fique em casa nua o esperando chegar do trabalho para tórridas seções de sexo.
Cineasta adorado por aficionados pelo gênero fantástico, Dário Argento, continua praticamente desconhecido no Brasil. Tome em vista este Phenomena, inédito até então no mercado de home vídeo. Lançado nos cinemas apenas a edição americana com meia hora (!!!) a menos e com o título mudado para Creepers. Agora digitalmente nos chega (graças á London Films de Jundiaí que sei lá se ainda existe) nem a versão original européia da época, nem a tal americana, e sim a remontagem recente do próprio diretor. E digo logo de cara, este roteiro (de Argento também) nas mãos de qualquer outro teria se tornado um filme classe Z, sem pé nem cabeça, involuntariamente risível. Nas mãos de um mestre com total domínio da técnica temos quase uma obra prima. Belissimamente montado, com vários elementos comuns a sua filmografia, talvez só deslize nos últimos minutos forçados e principalmente na escolha patética de alguns hits de rock mofado dos anos 80. Iron Maiden e Motorhead parecem estar ali apenas pra gente se lembrar da época em que o filme foi feito, e que mesmo assim todo o resto parece não ter envelhecido. Aliás, se nos recordarmos o que havia em filmes de terror em 1985, entende-se um pouco mais Phenomena: Adolescente assassinadas em sonhos, menina paranormal e até a identidade do assassino nos remete a um famoso filme do período. Oh, sim! Ainda podemos contemplar Jennifer Connelly(de Dark Water) adolescente, novinha de tudo, como protagonista. Phenomena
- Itália 1985 De Dario Argento Com Jennifer Connelly, Donald Pleasence, Daria Nicolodi 110’ Terror
DVD - Mais um com nadica de nada de extra. Nem em texto, nem trailer nem nada. Tem um menuzinho animado bem brega, mas que pelo menos faz uso da cena mais legal do filme. Ah, e a capinha, pelo menos a minha possui o pôster original, mas está mal e porcamente impressa. Parece aquelas figurinhas que a gente comprava nos bares quando era criança pra ganhar prêmios.
Cotação: 
A
Abbott e Costello Encontram Frankenstein
Aldeia dos Amaldiçoados, A (1960)
Aventureiros do Bairro Proibido, Os
B
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas
Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América
C
Carmilla – A Vampira de Karnstein
Cérebro Que Não Queria Morrer, O
Cidade dos Amaldiçoados, A (1995)
D
De Volta ao Planeta dos Macacos
De Volta Para O Futuro Parte II
De Volta Para O Futuro Parte III
Drácula – O Demônio das Trevas
Drácula, O Príncipe das Trevas
E
Eles Vieram do Espaço Exterior
Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver
Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final, O
F
Fabuloso Destino de Amélie Poulain, O
Fantástica Fábrica de Chocolate, A (2005)
Frankenstein Tem Que Ser Destruído
G
Guia do Mochileiro das Galáxias, O
H
Homem Que Sabia Demais, O (1956)
I
Interstella 555 – The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem
J
K
L
M
Marnie, Confissões de Uma Ladra
Matinê – Uma Sessão Muito Louca
Menina e o Porquinho, A (1973)
Mosca da Cabeça Branca, A (1958)
Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos
N
O
P
Papai Noel Conquista os Marcianos
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón
Pequenos Espiões 2 - A Ilha dos Sonhos Perdidos
Pequenos Espiões 3D – Game Over
Procura-se Susan Desesperadamente
Q
R
Rebecca - A Mulher Inesquecível
Retorno dos Tomates Assassinos, O
Ritos Satânicos de Drácula, Os
S
Scanners – Sua Mente Pode Destruir
Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, O
Senta No Meu Que Eu Entro Na Tua
Splash - Uma Sereia Em Minha Vida
T
Thriller em grym film (Thriller Um Filme Cruel)
Tron – Uma Odisséia Eletrônica
U
V
Vida Marinha com Steve Zissou, A
W
Y
X
Z