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16 de janeiro de 2009

Noite Alucinante 3

E assim, cai o pano da forma épica que o desfecho de uma trilogia inovadora como foi Evil Dead merece. Ash como no final do anterior, entre no portal por acidente indo parar na Idade Média. Lá irá se transformar no herói que o Necronomicon apregoava existir, mas também o causador de grandes transtornos ao despertar a fúria do Exército das Sombras. Não tendo no título original “Evil Dead”, nem o número 3, leva muito mais a sério a cronologia do que o episódio anterior, embora não seja nada fiel na cena que serve de ponte entre eles. Num flashback, algumas sequências foram refeitas, com Bridget Fonda sendo Linda, a namorada possuída. Diversão garantida para quem não levar tudo tão a sério ou não esperar o mesmo horror de antes. Aliás, sua violência está mais gráfica, assumindo de vez sua inspiração em desenhos tipo Perna Longa ou nos velhos episódios de Os Três Patetas. A ambiciosa produção faz com que mesmo com mais grana as dificuldades sejam semelhantes ao de 1982, feito por Sam Raimi com um punhado de dólares em 16 mm. Não que a mente do diretor seja pouco fértil ao ponto de deixar de executar alguma de suas idéias malucas por falta de dinheiro ou recursos tecnológicos da época. O tal exercito das sombras, por exemplo, é parte fantoche, parte atores fantasiados e parte stop-motion e mesmo assim é um raro momento mágico entre as fitas de aventura. Sabor puro de Sessão da Tarde!

Noite Alucinante 3 – Army of Darkness

- EUA 1992 De Sam Raimi Com Bruce Campbell, Embeth Davidtz, Marcus Gilbert, Ian Abercrombie, Richard Grove, Timothy Patrick Quill, Michael Earl Reid, Bruce Thomas, Bridget Fonda 96’ Comédia/Horror


Cotação:

17 de outubro de 2008

Horror Hotel

O grande Christopher Lee é o carrancudo professor Allan Driscoll que impressiona alunos contando a história de Elizabeth Selwyn,
queimada pela Santa Inquisição 300 anos antes. A acusada teria se revelado culpada ao amaldiçoar entre as chamas o vilarejo Whitewood. Impressionadíssima com o que ouve, uma das garotas segue as recomendações do mestre para conhecer o local e assim aprofundar os estudos sobre religiões pagãs. Mórbido e curto, esbanjando demonismo, fantasmas e assombrações em geral, é inusitado pela violência explícita (pouco comum para a época) e a espantosa semelhança entre a estrutura do roteiro com Psicose de Alfred Hitchcock. Surpreende saber que ambos são do mesmo ano, o que faz descartar inspiração, plágio, etc. O próprio cenário, o hotel, uma das mocinhas é parecida com Janeth Leigh, e uma outra coisa importante, mas que não se deve dita. Quem viu algum deles deve imaginar o que seja! Não é uma produção espetacular, embora vá bem além das expectativas com sombras dando um clima desolador em alguns rituais de magia negra de aspecto clássico. No geral, é muito mais comprometido por vários pontos mal explicados do que pela falta de recursos financeiros. A tal bruxa reencarnada (ou só materializada?) torna-se a Senhora Newless, dona do hotel. Obviamente o nome é o mesmo apenas invertido, num recurso mais comum aos filmes de vampiro do que de bruxas.


Horror Hotel – Horror Hotel (The City of the Dead)

- Inglaterra 1960 De John Llewellyn Moxey Com Christopher Lee, Dennis Lotis, Patricia Jessel, Tom Naylor, Betta St. John, Venetia Stevenson, Valentine Dyall 78’ Horror


DVD - Tão obscuro quanto o filme é este DVD, que não contém nem o logo da distribuidora ao ser inicializado. Na contracapa há a indicação de que é da Fantasy Music, o que não significa realmente muita coisa. A imagem tem boa qualidade perto dos outros B comercializados de qualquer jeito no Brasil.

Cotação:

26 de agosto de 2008

O Bebê de Rosemary

Divisor de águas no gênero, originou uma febre de filmes demoníacos, mas poucos foram tão bem sucedidos no misto de classe e mitologia pagã. Seu horror psicológico consiste basicamente em nos confrontar com o medo primitivo de que estamos absolutamente a sós no mundo. Mesmo aquela pessoa escolhida para ficar ao nosso lado para o resto da vida pode trocar todo e qualquer afeto por interesses pessoais. Polanski se tornaria um mestre na exploração de tal tema, sendo o primeiro trabalho nos EUA uma espécie de geme para a chamada trilogia do apartamento, completada com Repulsa ao Sexo e O Inquilino. Os três, quando não muito, são obras primas da fobia social. A história se passa em 1966 (o ano um), quando recém casados mudam-se para antigo prédio em Nova York e ficam vizinhos de casal de velhinhos insuportáveis. Na verdade, estes antigos moradores (Ruth Gordon brilhante, levou o merecido Oscar de atriz coadjuvante.) são feiticeiros poderosos que convencerão o marido (ator em busca de ascensão) a permitir que sua esposinha gere ninguém menos do que o anticristo. Este roteiro adaptado de livro pelo diretor foi produzido pelo papa dos filmes B Willian Castle, que por um triz bateu o pé para ele mesmo o comandar. Já se pode imaginar a platéia levando choques ou esqueletos presos com fios de nylon, como fez em A Casa dos Maus Espíritos ou Força Diabólica... Castle se contentou em aparecer a lá Hitchcock quando Rosemary está numa cabine telefônica e manteve no elenco Elisha Cook Jr., um de seus habituais atores. Mia Farrow, perfeitamente frágil como protagonista, enfrentava nos bastidores a barra de sua separação com Frank Sinatra, o que atraía muito a atenção da mídia. Numa inovadora estratégia de marketing, armaram uma espécie de coletiva de imprensa onde teve seus cabelos cortados enquanto xingava os repórteres. Como as produções envolvendo o tinhoso que o sucederam, há varias lendas e zica ziras a seu respeito. As principais são que John Lennon foi assassinato em frente ao edifício Dakota, o mesmo que serviu para as cenas externas, e a atriz Sharon Tate, grávida do diretor, foi barbaramente morta algum tempo depois pela seita messiânica de Charles Mason. Por muitos anos preservou-se o mito de que haviam alguns frames com o rosto de satã no minutos finais. Com DVD, imagem mais limpa, e sendo revisto algumas vezes, tal conversa perdeu a força. Aparece realmente, mas o mesmo rosto visto na seqüência da inseminação. A música tema é cantada por Farrow, mas não creditada.

O Bebê de Rosemary - Rosemary's Baby

- EUA 1968 De Roman Polanski Com Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon, Sidney Blackmer, Maurice Evans, Ralph Bellamy, Victoria Vetri, Patsy Kelly, Elisha Cook Jr. 136’ Horror


DVD - Mesmo antigo, está em Widscreen e seus extras têm legendados em português. O material bônus é uma entrevista atual retrospectiva sem a presença de Farrow, e um making of da época narrado pela protagonista em momento paz e amor. Ambos bem relevantes com imagens raras. Estranho no Brasil não ter vindo com o trailer de cinema.

Cotação:

12 de agosto de 2008

Encarnação do Demônio

O dia em que veríamos um novo José Mojica Marins nos cinemas parecia não chegar nunca! Mas chegou, com baixo orçamento como se esperava e uma inacreditável distribuição da Fox. Se tudo correr bem, ou seja, tiver bilheteria satisfatória, talvez a filmografia nacional escape da atual arapuca favela - elenco da Globo - drama. Há tela pra todo tipo de platéia. Embora a entrada custando quase duas notas de 10 Reais, sabe-se que esta platéia só pode vir da classe média. Diante do caos crônico, assistir uma nova desventura do coveiro mais famoso do mundo ganha status de momento histórico em nossas vidas! Mojica continua sendo único, criador de uma mitologia 100% nacional, diretor à base de boas idéias executadas a duras penas, sob o olhar de viés de um publico cada vez mais acostumado ao óbvio e ululante. Infelizmente o roteiro escrito por Dennison Ramalho, tendo como base argumento do cineasta, faz concessões a essa vertente de entretenimento fácil. Se no filme anterior (Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, 1967) havia uma trama bem certinha onde personagens bem delineados giravam em torno do protagonista que buscava a mulher superior, agora temos o Zé do Caixão exibindo sua crueldade a torto e a direito, e só! São tantas garotas em tão pouco tempo que a motivação principal da esposa que gerará seu filho vira pó. Encarnação do Demônio parece confirmar os roteiros mal estruturados como o defeito mor do cinema daqui, não se sabe se por pressa ou falta de recursos, parecem receber pouco tratamento. A edição (só na base do picadinho!) também não nos dá tempo suficiente para que haja empatia com qualquer das vítimas a ponto dos crimes nos importarem. Entre muitas boas sacadas, os fantasmas dos filmes anteriores reaparecem em preto e branco conforme foram fotografados no passado. O grande Jece Valadão faz um policial caolho fabuloso e de tabela nos faz indagar porque filmes brasileiros desprezam tantos atores típicos da mídia. Sua morte, com o trabalho incompleto, forçou a várias (ótimas) trucagens para não eliminar o ator. Mesmo inserindo um substituto, em momento algum o resultado lembra o absurdo de Bela Lugosi em Plan 9 from other Space. Ainda no elenco (de uma forma geral bem coeso e esforçado), há dois ícones das nossas telas que merecem atenção: Cristina Aché e Helena Ignez. José Celso Martinez Corrêa, diretor de teatro, tem presença over desnecessária, em um inferno de resultado idem. Lá, convence pouco que pessoas têm seus olhos e boca costurados (de verdade!) por um capeta que usa luvas cirúrgicas, assim como a presença da morte representada de maneira bem óbvia por garota muito magra de capuz negro. Como fim de trilogia, não é a chave de ouro que merecia, como cinema, embora com seus defeitos, ainda é bem superior à maioria das tranqueiras que os norte-americanos desovam em nossas telas todas as semanas.

Encarnação do Demônio - Encarnação do Demônio

- Brasil 2008 De José Mojica Marins Com José Mojica Marins, Giulio Lopes, Milhem Cortaz, José Celso Martinez Corrêa, Jece Valadão, Helena Ignez, Rui Resende, Eduardo Chagas, Cristina Aché, Thais Simi, Cléo De Páris 98’ Horror


*** Em cartaz ***

Cotação:

6 de julho de 2008

A Profecia (2006)

Mais uma refilmagem desnecessária, até porque, foi fiel cerca de 85% e mesmo assim não deu em nada! É quase como anotar uma receita de bolo no programa da Ana Maria Braga feita por um cozinheiro chique. Jamais teremos o mesmo resultado, embora quem não saboreou o outro poderá até lamber os beiços. Engraçado é que enquanto Richard Donner aparece negando qualquer maldição nos extras do filme original, já que coisas ruins acontecem nos bastidores de comédias românticas, dramas, etc., o gorducho John Moore deste ressalta algumas vezes nos extras ter sofrido uma espécie de praga do coisa ruim quando os negativos de algumas cenas foram perdidos. Tais declarações oportunistas são um bom exemplo do tipo de profissional que ele é e em que condições o filme foi feito. Enquanto o outro era um suspiro sobre a difícil arte de se manter como casal feliz perto de todas as transformações culturais daquele período, este é uma gritante sucessão de sustos fáceis, que pra piorar não deixa de fazer sensacionalismo com fatos (e imagens!) jornalísticos recentes. No elenco, o rejuvenescimento do casal principal incomoda menos do que o envelhecimento do ator mirim que faz Damien. Enquanto o outro era adestradinho, este tem idade suficiente para tentar interpretar, e por isso soa falso, artificial na maior parte do tempo. A curiosidade máxima fica por conta de Mia Farrow como a babá cúmplice do garoto, embora na época do lançamento (06/06/2006) a atriz tenha dito que não via relação com seu papel memorável em O Bebê de Rosemary. De qualquer forma, A Profecia de 76 foi criado na cola do sucesso do filme de Roman Polanski. Verdadeiro marco do cinema de horror levou o medo para dentro dos lares felizes com o capeta conseguindo abrigo na pele de belas criancinhas. Ainda resta falar da falta que fez a tenebrosa trilha sonora composta por Jerry Goldsmith vencedora do Oscar de 77, mas isso já soaria a pedir demais.

A Profecia – The Omen

- EUA 2006 De John Moore Com Liev Schreiber, Julia Stiles, Marshall Cupp, Seamus Davey-Fitzpatrick, Mia Farrow, Carlo Sabatini 109’Horror


DVD - A Fox o disponibilizou sozinho e em um box contendo a trilogia original, mas a parte 4 feita para TV. A propósito, esta caixa foi comercializada assustadoramente 3 vezes, fazendo paralelo talvez só com os Star Wars no quesito oportunismo cinematográfico. O Disco do filme de 2006 nem capinha combinando com os outros 4 possui. Há duas cenas estendidas, além de um alardeado final alternativo que nada mais é do que também uma versão mais longa da vista no corte final. Vem ainda com alguns trailers dele e dois making offs, do filme e da trilha sonora. Como destaque, documentário (feito para TV sem esconder as entradas para intervalos) sobre a paranóia envolvendo o número 666. Exceto a faixa de comentários do diretor(!!!) e os trailers, tudo está legendado em português.

Cotação:

28 de abril de 2008

O Exorcista

Filha de estrela de cinema ausente começa a manifestar estranhas atitudes se dizendo ser o diabo. Filme batidíssimo desde o seu lançamento, retumbante sucesso, primeiro (e um dos poucos) gore a ser indicado a Oscars. Bebendo diretamente na fonte de O Bebê de Rosemary, usando o capeta como vilão, ajudou as produções com pretensões assustadoras a serem cada vez mais explícitas, tal e qual o cinema erótico do período. Livre das pressões de outrora e vivendo num tempo discutivelmente liberal para os americanos, arrastou multidões ao cinema gerando duas seqüências, um recente (e ridículo) preqüel e centenas de pessoas sugestionáveis se dizendo também tomadas por espíritos do mal. Visto hoje parece um tanto carnavalesco devido principalmente à super exploração da temática e o coisa-ruim ter se tornado alvo dos espertalhões das religiões evangélicas. Pra alguém se assustar terá que ser extremamente sensível. Não se pode deixar de valorizar seu pioneirismo. É provável que sem O Exorcista não houvesse, por exemplo, Evil Dead com seus pútridos adolescentes dando moradia ao tinhoso. Mas está velho e superado! E suas mais de duas horas causam não muito mais do que bocejos. Esta versão reeditada com 11 minutos a mais se mostra um oportunismo sem tamanho, porque se percebe que as tomadas extras não tinham sido deletadas por imposição do estúdio ou coisa que o valha, mas porque eram desnecessárias. Ela foi relançada com estardalhaço nos cinemas 90’s tendo o subtítulo “A Versão Que Você Nunca Viu”, com anúncios na TV e tudo. Mostravam como principal novidade a pequena Reagan descendo as escadas como se fosse uma aranha. No ponto da história em que acontece isso nem estava tão possuída assim pra fazer tal malabarismo.

O Exorcista – The Exorcist

- EUA 1973 De William Friedkin com Linda Blair, Ellen Burstyn, Max von Sydow, Lee J. Cobb, Jack MacGowran, Jason Miller, Reverend William O'Malley 132’ Horror


DVD - Como já disse, esta é a versão “Que Você Nunca Viu”, a alardeada edição com 11 minutos a mais. Na seção (mal feita) de capítulos há indicações onde os enxertos estariam. Tanto a faixa de comentários do diretor, como qualquer trailer presente não têm legendas em português. E o material de divulgação se resume a esta nova versão, não ao filme dos anos 70. Tudo muito broxante.

Cotação:

3 de fevereiro de 2008

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver

Você! Se não ler este post até o fim, que seus olho se transformem em duas bola de fogo! Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver trata-se de uma das melhores representações da cultura antropofágica latina americana. Fitas vagabundas 30’s de matiné, quadrinhos de terror, macumba, catolicismo exacerbado, parques de diversão mambembes, gatinhas em baby doll, e até o hábito de fumar cachimbo enquanto escuta tico-tico no fubá, tudo faz com que esta seja uma das películas mais espetaculares já feitas. Parece haver dois Zé do Caixão, o gênio autodidata do cinema, e aquele gordinho de cartola que pragueja com concordância gramatical sofrível em qualquer programa de auditório durante nossa vida inteira... Felizmente o primeiro não existe, é um personagem de sucesso, não um cineasta, morto aos olhos populares pelo segundo que é triste fruto do sempre miserável cinema feito no Brasil. A confusão entre artista e personagem rendeu a José Mojica Marins (este sim um gênio!) certo descrédito artístico, além do estigma de fazer filmes de puro entretenimento em plena ditadura brava. 40 anos depois, quem diria, muitos dos filmes cabeça do chamado Cinema Novo não representam (quase) mais nada além de pedantismo subdesenvolvido tentando ser europeu. E o Zé? Consagrado internacionalmente como um dos grandes mestres do Horror. A revanche de Coffin Joe. Claro que não seria necessário gringo nenhum dizer o que presta ou não, mas tal momento teve sua utilidade. Após Tim Burton ter feito Ed Wood na década de 90, época em que Mojica despontou lá fora, imediatamente ganhou a alcunha de Ed Wood Brasileiro, o que a principio só desmerece sua singular obra. O pior cineasta de todos os tempos não sabia o que fazia, não tinha o mínimo talento. As semelhanças ficam apenas na capacidade em superar limites financeiros. Há muitos outros que realmente merecem tal título...

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver - This Night I will Possess Your Corpse
- Brasil 1967 De José Mojica Marins Com José Mojica Marins, Roque Rodrigues, Nádia Tell, William Morgan, Tina Wholers, Mina Monte 107’ Terror


DVD - Estou a quase trinta anos morando no Brasil e jamais tinha visto um filme de Mojica!!! Em sua versão digital, tais trabalhos (de fazer qualquer um que ame o país do Pelé gritar ufanismos) continuam (assim como qualquer película brasileira) com distribuição capenga... Originalmente os achei a preços exorbitantes, depois nunca mais os vi, e agora reaparecem alguns volumes (II e III) num destes grandes magazines a preço de mandioca. Uma edição super de luxo, começando pela arte da embalagem, aos menus, com animação em stop motion e tudo!!! Há uma batelada de extras sensacionais em cada disco: dezenas de entrevistas, faixas de áudio (inclusive uma sensacional com Mojica), posters, trailers escandalosos, roteiros originais (escaneados), easter eggs, making offs, e o melhor, o curta “O Universo de José Mojica Marins”, feito por Ivan Cardoso em 78. Se achar, nem precisará de praga nem nada, leve pra casa!

Cotação:

14 de dezembro de 2007

O Advogado do Diabo

Pra mim Al Pacino é que nem aquele hino de time de futebol, suas glórias vêm do passado! Caricato usa eternamente as mesmas técnicas em qualquer filme que seja.... Se a película ainda ajudar, vá lá, mas em algo tão canhestro como isto aqui não tem o que disfarçar, quase me levou ás gargalhadas tentando dar medo! E que filminho chulé, diga-se de passagem... De um moralismo de dar dó! Parece que o roteiro foi escrito por uma dona de casa provinciana, daquelas que vão á missa todo domingo, acreditam que na cidade grande ninguém presta, e que o dinheiro é coisa do demo. Tudo é escachado, obvio demais, de extremo mau gosto. Descaradamente chuparam idéias de grandes filmes de horror (como O Bebê de Rosemary, A Profecia, etc) achando que se colocassem uns efeitinhos digitais capengas já estaria ótimo! Não há clima, suspense, sutileza, nadinha que mereça ser levado em consideração como filme de horror, suspense ou o que quer que seja. Irritantemente nota-se a intenção de tentar nos chocar a todo custo, mas sempre de uma forma bastante infantil. Se prepare para os últimos 30 minutos mais constrangedores do que você imagina. Só uma dica: Quanto tudo está um lixo, pode ficar mais lixo ainda... Simplesmente de tão babaca me surpreendeu. Nem o efeito que o Michael Jackson (mil anos antes) usou no clipe Black or White ficou fora desta “obra prima” do cinema yankee! Talvez seja pra rir e eu não tenha entendido...

O Advogado do Diabo – The Devil’s Advocate
- EUA 1997 De Taylor Hackford Com Keanu Reeves, Al Pacino, Charlize Theron, Jeffrey Jones 144’ Horror


DVD - Bem, foi um dos primeiros a ser lançado no mercado, o que talvez explique os menus estáticos e a falta de legendas em português nos extras. Aliás, filme ruim dá até preguiça de se fuçar no conteúdo a mais, mas mesmo assim, tem faixa de áudio com comentário do diretor, que devia mais é ter vergonha, muito texto, cenas excluídas comentadas por ele, spots de TV, trailer... Pra quê?

Cotação: