Mostrando postagens com marcador Marilyn Monroe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marilyn Monroe. Mostrar todas as postagens

17 de abril de 2008

Como Agarrar Um Milionário

Três belezocas do mundo das passarelas mudam-se para Manhattan a fim de arrumarem maridos ricos. Ricos não. Podres de rico! O plano é bem simples, alugam um apartamento chiquérrimo mesmo sem terem como pagar, a primeira que casar com um bom partido ajuda as colegas. “Se queremos pegar um rato, é preciso armar uma ratoeira!” Nem tudo, claro, será tão simples assim nesta deliciosa comédia de erros, com diálogos engraçados e ninguém menos que Lauren Bacall, Betty Grable e Marilyn Monroe estreando o CinemaScope da Fox, o segundo filme no sistema. Mesmo com as curvas das atrizes, principalmente de Monroe (em relativo começo de carreira), suficientes para atrair multidões, Hollywood tentava com inovações tecnológicas reagir à TV, transformada em queridinha da classe média. Primeiro com produções em 3D, e a partir de 53 em CinemaScope. O 3D nunca funcionou direito, com seu efeito possível apenas com o uso dos incômodos óculos especiais a ponto da tagline e trailer evidenciarem que “óculos não serão necessários”. Logo na abertura vemos Alfred Newman e todos os 110 integrantes de sua orquestra demonstrando a nova capacidade da tela. Transbordando glamour 50’s, o elenco está engraçadamente à vontade com tema “caça dotes”, que, aliás, jamais saiu de moda. Dois diálogos brincam com as vidas pessoais/matrimoniais das estrelas: Quando o milionário diz que é muito velho para casar com Bacall e ela prontamente se declara adoradora de homens mais velhos, inclusive “aquele ator de African Queen”, se referindo a Humphrey Bogart, e Gable (enganada) teimando que o som que vem do rádio é do maestro Harry James e que o som de Harry James ela conhece muito bem. Ainda há a verdadeira passagem de faixa de “loira número 1” do estúdio entre Gable, que reinou na Fox durante os 40 para Monroe. Só faltava o papel de Bacall ser de Alice Faye, a representante platinada dos 30, para termos toda a corte.

Como Agarrar Um Milionário – How to Marry a Millionaire

- EUA 1953 De Jean Negulesco Com Marilyn Monroe, Lauren Bacall, Betty Grable, Rory Calhoun, William Powell , David Wayne, Cameron Mitchell 95’ Comédia/Romance


DVD - Segue dois padrões de coleções. Internamente, em menus e extras, a Coleção Diamont Collection, e a capinha é a horrorosa da Fox Classics. Há três trailers, o original americano (com texto vangloriando o CinemaScope), alemão e italiano. Legal um cine jornal com a premiere cheia de celebridades. Sem querer ser venenoso, note entre os casaizinhos apaixonados Debbie Reynolds e Eddy Fisher, e Rock Hudson acompanhado de um de seus “eternos amores” arranjados pelos departamentos de publicidade.

Cotação:

9 de março de 2008

Almas Desesperadas

Marilyn Monroe é a psicopata fazendo bico como babá após estadia em manicômio neste suspense raro, o primeiro filme sério que protagonizou. Deu-lhe a oportunidade única de vilania em toda sua carreira. A princípio custa imaginar aquela figura popularizada como garota sexy e vazia sendo uma perigosa suicida. Depois de emprestada à RKO para Clash by Night (Só a Mulher Peca) do expressionista Fritz Lang, agarrou sua grande chance com todo o potencial que lhe era possível na época. Dirigida por Roy Baker, que faria carreira na produtora Hammer com clássicos do tipo Vampire Lovers (Carmilla), sua interpretação soa fresca, quase improvisada, o que parece ser necessário para impor os momentos tensos do roteiro. Ou o principal trunfo para esta produção pobre da Fox não fracassar de vez. Já com luz pessoal distinta, destoa de todo contexto econômico, filmado sem externas, com a ação se desenrolando durante uma noite em hotel de luxo. O misto de desamparo com infelicidade crônica de Monroe faz com que a certa altura torcêssemos para ter êxito em silenciar a chatíssima menininha! No elenco ainda Anne Bancroft em sua primeira tentativa de carreira em Hollywood. Não demoraria muito pra se encher de tudo ali e centrar esforços artísticos no teatro só retornando no fim da década seguinte ao cinema.

Almas Desesperadas – Don’t Bother To Knock

- EUA 1952 De Roy Baker Com Marilyn Monroe, Richard Widmark, Anne Bancroft, Donna Corcoran, Jeanne Cagney, Lurenne Tuttle, Jim Backus 76’ Suspense


DVD - Os filmes de Marilyn em DVD foram originalmente lançados numa coleção chamada Diamond Collection e, portanto, seus extras e menus são padronizados. Quase sempre vêm com trailer, galeria de pôsteres e comparação de restauração. Vendidos separadamente em novas embalagens, agora fazem parte da manjada série Fox Classics, aquela com o pôster estampado de atravessado na capa e dentro um cartão do mesmo. Almas Desesperadas não havia sido comercializado no Brasil em home vídeo, mas a dublagem antiga, contida aqui, denota já ter sido exibido na TV.

Cotação:

8 de março de 2008

O Mundo da Fantasia

Um fiapo de história tenta amarrar de qualquer jeito quase uma dezena de canções de Irving Berlin. Por mais que o elenco seja gracioso, principalmente Mitzi Gaynor, não há muito que fazer tendo um roteiro bastante aborrecido, sem conflitos marcantes que envolvam uma família do Vaudeville. Serve para se compreender a diferença entre um clássico e um filme velho! Curioso é que ele já era um trabalho fora de moda quando foi lançado, mas parecia irresistível ao estúdio Fox usar a nova tecnologia cinemascope em um musical grandiloqüente, gênero que a MGM era mestre muitos anos antes. Este bomba cinematográfica também é quase um desaforo na carreira de Marilyn Monroe, já famosa em escala mundial foi obrigada contratualmente a ser uma mera coadjuvante de luxo na tentativa de se evitar a previsível catástrofe nas bilheterias. Como Vicky Parker tem duas ou três cenas de diálogos e uns quatro números musicais onde está simplesmente maravilhosa. Tornou-se o único motivo para ver este filme. Vinda de sucessos do tipo Como Agarrar um Milionário e Os Homens Preferem As Loiras, sua personagem, visivelmente adicionada ás pressas, ainda faz um inacreditável par romântico com o horroroso Donald O’Connor. De qualquer forma, 1954 foi um ano importante para Marilyn, quando teve a ousadia de fazer uma espécie de greve exigindo a possibilidade de escolher seus roteiros. Intencionava evitar os roteiros bobinhos de loira estúpida que estavam se sucedendo, briga que nunca deixaria de existir. Só teria aceitado este aqui em troca pelo papel principal no próximo do gênio Billy Wilder: The Seven Year Itch ou O Pecado Mora Ao Lado. O tempo mostrou que foi um bom negócio. A tentadora vizinha sem nome seria um dos papeis emblemáticos para sua consagração.

O Mundo da Fantasia – There’s No Business like Show Business

- EUA 1954 De Walter Lang Com Marilyn Monroe, Donald O’Connor, Mitzi Gaynor, Ethel Merman, Dan Dailey, Johnnie Ray, 117’ Musical


DVD - Originalmente lançado no box Diamond Collection, agora é vendido separadamente em novas embalagem, na manjada série Fox Classics. Aquela série de DVDs com o pôster estampado de atravessado na capa e dentro um cartão do mesmo. Há um furo gigante na contracapa, com imagens de Nunca Fui Santa, mas nos extras um curioso trailer em português/espanhol. Poucas vezes tal regá-lo aparece como bônus em filmes clássicos.

Cotação:

13 de dezembro de 2007

História de Uma Cidadezinha

Se este filme não conta-se com Marilyn Monroe em seu elenco ganharia o destino de tantos outros desprezíveis: Teria virado matéria prima na fabricação de vassouras! Originalmente conhecido no Brasil como Em Cada Lar Um Romance (o que não faz o mínimo sentido!), é uma pequena bobagem (quase um média metragem), subversiva e deslavada propaganda dos princípios anticomunistas. O trabalhador deve servir da melhor maneira possível o patrão magnata, que não passa de um ser altruísta e muito bonzinho a favor de uma América próspera. Nosso herói, que retorna a sua cidade natal após a derrota nas eleições, quase vira vilão ao usar seu jornal contra uma indústria que achava gananciosa. Não espere nada além de alguns discursos cheios de boas intenções, tal e qual você sabe o quê. Sua ingenuidade chega a ser graciosa como a classe média americano dos 50 sempre nos parece. De qualquer forma, indispensável na coleção dos admiradores de Monroe. Ainda longe de se tornar o maior mito que o cinema já produziu, emociona sua visível insegurança nas duas ou três frases de texto (além de literalmente enfeitar o cenário ao fundo) como a secretária do tal noticioso interiorano. Foi o nono filme de sua carreira, e o (terceiro e) último na MGM, que a dispensou alegando já ter Lana Turner em seu cast, não precisando de outra loira. A curiosidade fica no fato de que esta película, por ser artisticamente insignificante, tornou-se rara inclusive em sua época. Instantaneamente desprezado e esquecido segundo o biógrafo Donald Spoto. Uma cópia teria ressurgido na Austrália após a morte de Marilyn Monroe em 1962.

História de Uma Cidadezinha – Home Tow Story
- EUA 1951 De Arthur Pierson Com Donald Crisp, Jeffrey Lyn, Marjore Reynolds, Marilyn Monroe 61’ Drama


DVD - Uma das glórias da era digital em que vivemos é a possibilidade do acesso a obscuras produções como esta. Muitos títulos com copyrights teoricamente perdidos estão surgindo para download na internet, ou sendo lançado em DVD por pequenas distribuidoras. Este aqui (De uma tal Líder) tem um menuzinho simpátiquinho com uma casinha onde na janelinha se vê cenas do filminho enquanto caiem folhinhas. Um show de inhos e inhas ideal para a obra em questão. Ao fundo se ouve a mesma música que toca na abertura do filme, mas visivelmente percebe-se que não é original da época, aliás, o leão da Metro está mudo!!! Não tem seleção de capítulos e há a opção de áudio em 2 ou 5 canais... Em um filme da década de 50? Como assim?

Cotação:

15 de novembro de 2005

Os Homens Preferem as Loiras

Esta deliciosa farsa em reluzente Technicolor sobreviveu não só pelo humor atemporal, mas por ter uma jovem em ascensão chamada nada menos que Marilyn Monroe. Este último motivo sozinho já a tornaria obrigatória para quem ama cinema, ou para quem tiver a curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a construção de um mito, uma lenda única, imitada, admirada, reverenciada e referenciada eternamente. Coube a Howard Hawks dirigir este seu primeiro mega sucesso. Para isso junto à novata Monroe, Jane Russell, uma antiga queridinha sua, divide os créditos. Em O Proscrito (que seria dirigido por ele, sendo substituído por Howard Hughes) de 1943, Russell foi a primeira mulher a participar de um faroeste em um papel que não era meramente figurativo. Entrou assim para a história logo em seu filme de estréia. Ou seja, neste Os Homens Preferem as Loiras, já poderia ser considerada uma veterana (seu nome vem antes do da colega na abertura e material promocional), e nem por isso ofuscou, ou deixou-se ofuscar. Química! Diga-se de passagem, não há notícias sérias de rivalidade nos bastidores, e nem no roteiro, ao contrário do que o título possa sugerir tanto em português, quanto no original. Fato que denota a percepção de que (em seu 20º filme!!!) a loira teria seu tão sonhado estouro de bilheteria. O diretor já havia trabalhado com ela no ano anterior, em Monkey Business (O Inventor da Mocidade), e soube agora (talvez apenas como Billy Wilder) capitalizar o seu eminente talento e sex appeal em uma interpretação memorável. Marilyn está afinadíssima como a material girl de plantão (consegue alternar instantaneamente glamour, humor refinado e imediatamente uma sexualidade explosiva), mas ainda bem longe do trabalho memorável que nos mostraria anos depois, a partir de Bus Stop (Nunca Fui Santa). Talvez porque em 1953 ainda estava sob as rígidas orientações de Natasha Lytess, sua primeira professora de arte dramática. A trama (até que bem simplista) gira em torno de Dorothy (Russel) e Lorelei (Monroe), dançarinas norte-americanas que viajam à França: uma atrás de homens musculosos, a outra, de uma polpuda conta bancária e muitos diamantes, respectivamente. Baseado em uma peça teatral, esta caprichada produção da Fox nos proporciona ótimas piadas, muitas delas vindas de situações, e claro, interpretações estonteantes das protagonistas. Talvez a profissão das moças seja desculpa para alguns números musicais, mas que números musicais!!! Desde os créditos iniciais, com as duas cantarolando suas pobres infâncias em Little Rock, a um inacreditável e hilariante de Russel e a comitiva olímpica em trajes sumários. E falar de Diamonds Are a Girl's Best Friend sempre é chover no molhado. Cada frame dele dá vontade de transformar em um quadro gigantesco e pendurar na parede. Poderia ser mais uma comedinha antiga e tola em cores berrantes, mas é um clássico delicioso não só por suas qualidades próprias.

Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes)
- EUA 1953 De Howard Hawks com Marilyn Monroe, Jane Russell, Charles Coburn 91' Comédia

DVD - Lançado em 2002 juntamente com muitos outros de Marilyn Monroe em uma coleção chamada Diamond Collection durante o 40º ano de falecimento da estrela, pela sua existência já merece festejos. Praticamente idêntico ao lançado no exterior (raridade!), ainda nos dá a agradável surpresa de ter um cine jornal da época, quando as duas protagonistas deixaram suas marcas na calçada da fama, não descrito na embalagem. Também o áudio é apenas em espanhol (antigo) e em inglês estéreo, sendo que a versão gringa contém o mono original. Poder ver o trailer original também já nos emociona, mesmo sem legendas e imagem podre, e os menus estáticos são outra coisa que pode ser perdoada só pelas fotos belíssimas de Monroe que os ilustram. A imagem restauradíssima deixa toda a película muito mais viva literalmente, e os diamantes finalmente brilhantes como devem ser. Como falar mal deste DVD?


IMDB: http://us.imdb.com/title/tt0045810/

Cotação: