Mostrando postagens com marcador Danny Boyle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Danny Boyle. Mostrar todas as postagens

9 de março de 2008

Trainspotting – Sem Limites

O argumento pode não empolgar ninguém: Jovens escoceses em pleno tédio passam o tempo fazendo uso de heroína até chegarem ao ponto do entorpecente lhes cobrar seu justo valor. Mas a embalagem modernosa o fez um retumbante sucesso daquele ano, quando há muito tempo nãos se ouvia falar de filmes proibidos para menores de 18 anos. Teve sua importância como rito para a maior idade. Poder entrar na sessão sem que documentos fossem solicitados era sinal de que sua barba já estava aparente suficientemente. Foi o primeiro (e último!) sucesso popular de Danny Bole, vindo de um filme de suspense pequeno, Cova Rasa, infinitamente superior! Inspirado no livro de Irvine Welsh, toma proveito da ressaca materialista dos anos 80 com resultado bastante arrastado tamanha overdose de imagens fortes que se sucedem, muitas, ali só para chamarem a atenção. Mais de uma década depois, sua modernidade defasada não consegue mais esconder o roteiro repetitivo, nem seu pouco comentado moralismo. Sobra a trilha sonora, pura nostalgia 90’s, um dos poucos motivos para se voltar a este filme. Nunca cheirou a grande coisa a comparação imposta por sua distribuição o chamando de “A Laranja Mecânica dos anos 90”. Este sim, um filme verdadeiramente transgressor.

Trainspotting – Sem Limites – Trainspotting

- Inglaterra 1996 De Danny Bole Com Ewan McGregor, RobertCarlyle, Ewen Bremner, Kevin McKidd, Jonny Lee Miller, Kelly Macdonald, James Cosmo 89’ Drama


DVD - Há outra edição repleta de extras, inclusive com os clipes da trilha sonora, mas esta da Spectra Nova é muito baratinha e parece ser suficiente. Os extras se resumem a muito texto, mas jamais vi menus estáticos tão bonitos e competentes.

Cotação:

25 de março de 2006

A Praia

A Praia começa mal logo pelo trailer visivelmente voltado ás menininhas que ainda se sentiam molhadinhas com as peripécias de DiCaprio pós Titanic. O segundo filme de Danny Boyle com capital norte americano afugentou não só as doces púberes que não devem ter entendido lhufas daquele emaranhado de violência, drogas e disputa por poder, como os nerds cinéfilos (de verdade) que nem se deram ao luxo de ir assistir a uma película estrelada pelo ex-senhor Bünchen. Bem distante da qualidade vista em seus primeiros filmes (Cova Rasa, Trainspotting – Sem limites), mas nem tão lixo como pode parecer. Ainda estão lá os enquadramentos arrojados, o humor cinicamente cool, a violência extremista se auto justificando e como em todos seus filmes, personagens em busca de seu Shangrilá existencial. Pecado maior é a edição que perde tempo fazendo vez de cartão postal da praia em si, diga-se de passagem, a mesma que se tornou notória com a chegada do tsunami no fim de 2004. E se perdemos tempo de um lado, por outro se corre. De uma hora a outra o protagonista endoidece e ninguém entende direito o porquê, até o mundinho maravilhoso dos maconheiros desanda de forma copiosamente ingênua. Dá pra se divertir, claro, mas ao final há uma frase que não sai da cabeça: “E daí?”.

A Praia (The Beach)
- EUA 1999 De Danny Boyle com Leonardo DiCaprio, Tilda Swinton, Virgine Ledoyen 119’ Aventura


DVD - Menus animados chiquérrimos, todos inteligados! De extra, o principal é o tal trailer ao som de Moby pra você ver que não estava mentindo na resenha e algumas cenas excluídas. Nessas cenas há um final alternativo menos esperançoso que poderia ter salvado a pátria literalmente. A Faixa de áudio com comentários do diretor porcamente não está legendada em português. E tava me esquecendo da “cerejinha do bolo”, um pavoroso clip das All Saints. Quem?


Cotação: